quarta-feira, 10 de setembro de 2014

FOLHA

FOLHA

Queria ser folha
Voar pelo ar
Pousar na tua boca
Para te beijar
Queria ser estrela
Para te iluminar
Queria estar contigo
Para desabafar
Este meu amor
Para sempre te amar
Mas o tempo passa
A noite que anoitece
A manhã que amanhece
Pensando e repensando
Assim vai aumentando
A vontade de te querer
Sentir-te perto
De coração aberto
Sentir o teu mimar
O teu calor
Meu amor…

Sem me aperceber
Dei comigo A meditar… 
Meditei em tudo
O que já passei
Mas, o passado
É folha morta
Aos poucos vou tentar
Esquecer…esquecer,
O amor que te dei
E vivendo absorta
Vou viver o presente,
Esquecer o mundo,
E viver…viver
O aqui e o agora…
Vou recusar a dor
Desfazer medos
Mandar embora
Enganos e segredos
Da minha alma
E… por fim…Gritar,
Gritar com fervor
Isto é vida…
E a vida é dor e amor…
Amor

Deixa-me ser feliz 
Meu amor,
fazer o que nunca fiz.
Amar-te
e acariciar-te
guardar o melhor de ti
olhar os teus olhos
acordar com teus beijos
ser a luz do teu olhar
e o teu sorriso
sempre a brilhar…
deixa-me ser feliz
escrever-te um poema
ser melodia na tua vida
ser o teu mundo
e jamais te sentirás só
deixa-me ser…
a razão do teu viver.
Deixa-me ser feliz 

Andei á chuva



Saltei Rindo na rua
como uma criança,
andei à chuva 
Corri descalça
Cantando, gritando,
Soltei os cabelos ao
vento,
Sensação de liberdade…
Magia inesperada
No colo da chuva
Fiquei agasalhada…
Dancei e sonhei
Melodia suave
Sensação agradável,
Fiz piruetas Senti alegria…
Repousei a cabeça
Nos ombros da chuva
Criei asas e voei.
Fui borboleta
De asas coloridas,
Voei contente
Sem asas partidas
Fiquei para sempre
E… feliz da vida! …
A origem da mentira está na imagem idealizada que temos de nós próprios e que desejamos impor aos outros. (Anaïs Nin)


Amanhã se..........

Se eu morrer amanhã, por favor, não leve-me flores. Você teve uma vida inteira para isso. Também não chore de saudade, não se não tiver me buscado verdadeiramente enquanto podia. Se eu morrer amanhã, peço: não se arrependa de não ter me dito tudo que queria enquanto meus ouvidos eram algo que não pó. Se eu morrer amanhã - suplico -, não toque minhas mãos frias, não se nunca as tiver sentido quentes. Se eu morrer amanhã não pense em como seria se eu estivesse vivo, pois eu já estive. E passou. Se eu morrer amanhã, por favor, não diga que me ama, nem que "fui" importante. Eu já não ouvirei isso. Chore, apenas se eu lhe tiver sido boa, mas não chore se não tiver sido comigo. Leia algo meu se bater saudade, mas não leia se nunca tiver lido. Veja fotos minhas se isso fizer bem à lembrança, mas não se arrependa de nunca ter pousado junto a mim. Se eu morrer amanhã, não enlute, não se não tiver lutado comigo. Se eu morrer amanhã, não se surpreenda, morte é consequência de estar viva. Se, por acaso, eu morrer amanhã, não olhe profundo para mim - dormido eternamente -, mas lembre-se do meu derradeiro olhar, do meu sorriso e das coisas (boas ou ruins) que eu fiz, para, por e com você. Se eu morrer amanhã, lhe peço, não me queira ver, não me queira escrever, não me queira despedir... mas só aceite, só respeite a ideia de que serei silêncio profundo, lembranças doídas e pó eterno e entenda que o que fora feito, dito ou vivido estará trancafiado num tempo chamado passado que debruça-se pouco a pouco no esquecimento e que já não flui, não volta, não muda, não vive, não vê
Tu já tiveste o sentimento de que alguém te foi ingrato alguma vez? Já sentiste a decepção congelando os teus sentimentos e apanhando a tua intimidade de maneira intensa, como que mergulhando o teu coração em fel?
Das dores do coração, talvez a ingratidão seja uma das mais profundas, dando-nos a sensação de ser capaz de nos dilacerar atrozmente todo o nosso ser.
Quando a ingratidão nos atormenta o coração é porque o sentimento da decepção está-nos a acompanhar, dando a indicação de que esperávamos outra atitude da outra pessoa.
Quando a decepção vinda da ingratidão nos apanha de surpresa, pensamos imediatamente de que não valeu a pena fazer o bem, agir de maneira correcta e acertada.
Magoados pela decepção, muitos de nós atormentamo-nos, fazendo juras de que nunca mais ajudaremos ninguém e alegamos, ainda, que seremos mais felizes se não nos incomodarmos mais com os outros. Fazer o bem nunca pode ser considerado um erro. Jamais alguém que esteja pensando no bem do próximo, no bem estar alheio, pode estar errado, desde que agindo desinteressadamente. Se a outra pessoa é incapaz de reconhecer e enaltecer os nossos esforços, se lhe faltam valores éticos e morais para entender a bondade alheia, e não possui valores enraizados nem sentimentos nobres, que a sua limitação não seja fonte da nossa tristeza, da nossa dor, do nosso desinteresse.